O Fim do Tabaco

12 de Junho de 2009


O tabagismo, atualmente, está longe de ser uma moda. É quase um crime ( se bem, que em certos casos, é mesmo um crime, principalmente no estado de São Paulo). Não fumo e nunca fumei e sou a favor do fim do tabaco. Mas é interessante pensarmos em como o pensamento do homem se transforma ao longo de sua existência. Se perguntarmos aos nossos avós sobre a "cara" do cigarro em sua época de adolescentes, certamente contarão uma história muito diferente. O cigarro no começo do século XX era um apetrecho luxuoso, um verdaeiro adorno de sensualidade...

No início, somente homens tinham a prática do tabagismo, mas a moda do cigarro ficou tão intensa que logo as mulheres também aderiram àquele que era um dos símbolos do glamour. Artistas apareciam fumando e todo o tipo de propaganda apresentava o cigarro como símbolo de beleza. Agora, como explicar que o velho cigarro ficou fedido ao longo do tempo? Como explicar que algo tão luxuoso que era exibido pelo fumante com orgulho, possa ter se transformado em algo tão vergonhoso para o seu portador. O fumante de hoje está envergonhado, admite sua fraqueza. Você pode chegar e dizer a um fumante que ele precisa parar de fumar e ele certamente vai admitir que precisa mesmo. Mas, se você chegar até uma pessoa obesa e disser que ela precisa emagrecer, a conversa irá ser diferente. Obesidade mata tanto quanto o cigarro, mas a figura do cigarro mudou ao longo dos tempos. Hoje vivemos apertados em grandes cidades poluídas. Ar puro é privilégio de poucos. Não há mais lugar para os tabagistas nem nas ruas, nem nos hospitais, dando prejuízos aos SUS ( prejuízos que já superaram as arrecadações com impostos do tabaco). Bem, é assim que funciona a sociedade dos homens: as coisas são belas, quando convém que sejam. E viva o anti-tabagismo!

Salve o Planeta?

7 de Janeiro de 2009


Sinceramente, estou cansado dessas propagandas televisivas sobre a preservação do planeta. Sem dúvida é um despropósito. Deveriam começar parando de dizer: "salve o planeta", "salve o planeta". Que salve o planeta que nada! Salve o ser humano, isso sim. O homem está aqui há cerca de 100 mil anos. O planeta tem 4,5 bilhões de anos e já enfrentou eras vulcânicas, glaciações, fenômenos naturais que varreram a vida em sua superfície e ainda está aqui. Isso somente nos mostra que nós poderemos nos tornar extintos, mas o planeta sobreviverá, se regenerará, como sempre o fez ao longo de seus bilhões de anos. Bem, mas voltemos às propagandas televisivas...
Diga-me uma coisa: de que adianta ficar falando a um pobre operário de classe média que ele precisa salvar o planeta? Os responsáveis pela poluição são os grandes industriais e o governo que não consegue criar políticas públicas de contenção da poluição. Querem que o caboclo deixe seu carro e vá tentar pegar um ônibus lotadíssimo, depois um trem onde levará umas chicotadas, depois metrô superultralotado e sei lá mais o quê, para chegar ao trabalho. Enquanto isso os industriais poluidores vão trabalhar de helicóptero, de jatinho etc. Concordo que todos devem fazer sua parte, por menor que ela seja. Mas é angustiante ter de suportar essas mensagens dissimuladas da TV, que não responsabilizam os maiores culpados pela poluição do planeta, que tentam fazer com que o pobre, além de dar um duro danado pra sobreviver, ainda se sinta culpado pelo fim da humanidade na Terra.

Imaginário e Bruxaria

6 de Janeiro de 2009


A magia, exista ou não, sempre fez parte do imaginário humano para explicar parte dos mistérios da vida e desvendá-los.Na antiguidade, ou seja, antes do cristianismo,existiam os sacerdotes e as sacerdotisas que misturavam supostas "magias" e "feitiçarias" com suas crenças em muitos deuses. Entretanto, eram respeitados como mestres religiosos e guias espirituais..
Na Idade Média, já na era cristã, A Igreja dominava o pensamento religioso em quase todo o ocidente. E tudo que fugisse aos dogmas da Igreja era visto como pecado, heresia. Foi neste contexto que surgiram as bruxas. Essas primeiras bruxas eram na maioria mulheres que se dedicavam ao curandeirismo, ou seja, preparavam remédios caseiros para todo o tipo de doença, tanto física, como psicológico ou espiritual. Rapidamente seus talentos medicinais ficaram conhecidos e contrariaram a Igreja, que dizia que somente a fé e a obediência para com a Igreja poderia curar os males do homem. A Igreja considerou esses remédios caseiros verdadeiras poções mágicas e tratou as curandeiras como bruxas adoradoras do demônio. Para puní-las e purgar seus pecados, queimavam-nas numa fogueira, dizendo que seriam purificadas pelo fogo. Mesmo depois da reforma protestante, as novas denominações repetiram os atos da antiga Igreja Católica, como foi o caso das Bruxas de Salem, mulheres acusadas de bruxaria que foram sentenciadas a morte pelos calvinistas nos EUA no século XVII...
Em tempos modernos, a bruxaria tomou uma conotação mais suave, principalmente porque a ciência desmistificou muitas lendas em relação à magia. Surgiram muitas seitas, como a wicca, que apregoa uma bruxaria "do bem", que cultua os elementos da natureza entre outras coisas. A bruxa do nosso tempo não é mais uma "adoradora de satã" e sim uma pessoa que estuda e pratica artes místicas praticamente inofensivas. Se quiser ter uma idéia desse misticismo moderno leia os livros do Paulo Coelho. Eu sou muito cético pra essas coisas, mas como disse Shakpeare " existem mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia".

Teísmo e Ateísmo

5 de Janeiro de 2009



Acredito que muitos que se dizem ateus, são na verdade agnósticos ou mesmo crédulos na existência de Deus, mas sem religião. Por um motivo muito simples: é mais fácil acreditar na existência de Deus ou em um ser superior do que na auto-criação do mundo ou no acaso de todas as coisas. O fato é que muitas pessoas são contra os dogmas das religiões ( cristianismo, islamismo, judaísmo, taoísmo, hinduismo e budismo) e das mais de seis mil seitas tribais que existem no mundo. Encaram a religião como cultura de um povo e não como verdade absoluta.
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Um agnóstico pode ser uma pessoa que acredita em Deus como uma força criadora, viva, mas não professa religiões. Existem aqueles que, como eu, são cristãos, por exemplo, e não seguem denominações (como a igreja Católica Romana, igreja Católica Ortodoxa, igreja protestantes históricas, Igrejas protestantes pentecostais e igrejas protestantes neopentecostais). Todas as religiões possuem denominações como o islamismo que se divide em xiitas, sunitas, fatímidas etc Muitas vezes a pessoa se considera ateu, mesmo não sendo, por ignorar esses fatos.
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O motivo que leva uma pessoa a negar uma denominação ou todas elas são evidentes. As igrejas são compostas por seres humanos passíveis de falhas, o que faz com que a igreja seja também um lugar onde se encontram muitos defeitos. Por falta de tolerância com essas falhas ou mesmo por indignação, muitos deixam de frequentar ou nem se arriscam a participar de uma missa ou culto. Além disso, as denominações muitas vezes fogem de preceitos religiosos, enfatizando aspectos como dinheiro, poder, politicagem ou possuem máculas em sua história. Também é muito comum dogmatismos exagerados, ou seja igrejas que estabelecem muitas regras de postura e conduta ou tentam impor sua crença, quase que na força, atravé de uma pedagogia de medo, bonbardeando o fiel com ameaças de padecimento eterno, sofrimento profundo e tristeza sem igual caso não sejam frequentes e obedientes, ao mesmo tempo que dizem "Deus te ama".Aquele ditado que diz" religião não se discute" faz referência justamente a dificuldade que é debater ou questionar a postura ou dogma de uma igreja com um de seus membros , que na maioria esmagadora das vezes está fechado para novas idéias e pensamentos , acreditando que a verdade que carrega é absoluta e imutável. O motivo de existir tantas denominações em cada religião é simples: o fato de suas escrituras sagradas( Bíblia, Alcorão, Torá etc) serem subjetivas, figuradas, com parábolas passíveis de várias e diferentes interpretações. Ora, se são escrituras tão subjetivas, passíveis de diferentes interpretações, como pode a maioria das religiões e das Igrejas se auto-proclamar a mais certa ou a única certa e fiel a vontade de Deus?
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Atualmente, o ecumenismo, que no meu entendimento era uma possibilidade para as religiões e igrejas alcançarem um pouco de humildade, vem perdendo força e sentido. Como eu disse sou cristão.Eu acredito em Jesus Cristo, mas como ser pensante que sou, não aceito pensamentos prontos de outrém quando não concordo com eles.Questiono coisas que para mim estão erradas, e aprecio a minha própria interpretação da Bíblia, recorrendo a outros, caso eu ache necessário. Optei por não frequentar igrejas pelos motivos que já falei e por outras razões e acho que, assim como eu, existem muitos outros que fazem o mesmo. Portanto cabe a nós aprendermos a diferenciar o ateísta do teísta em suas diferentes variações.